Com mais de 35 anos de carreira, Jorge Bastos Moreno é colunista do jornal O Globo, no qual escreve semanalmente sobre política e dono do Blog do Moreno, onde também trata de política num estilo informal, com notícias dos bastidores do poder em Brasília.
Sua estreia na ficção aconteceu em 2012 com “A história de Mora”, coluna publicada semanalmente no jornal O Globo. Num diário romanceado em que o autor elucida a história do deputado e constituinte Ulysses Guimarães narrada do ponto de vista de sua ex-mulher e companheira de vida, Ida Malani de Almeida, apelidade de Dona Mora, ex-mulher, com muito humor, inteligência e perspicácia, Jorge Moreno acompanha dos bastidores um grande episódio da política nacional. A esplendorosa passagem de Ulysses Guimarães pelo poder, que atravessa o importante o período ditatorial brasileiro até o início de sua – conturbada - redemocratização.
Para Roberto da Matta, em prefácio dedicado ao livro “A história de Mora”, (no prelo para Editora Rocco, 2013) o antropólogo afirma sobre o autor e jornalista Jorge Bastos Moreno:
“Uma figura cuja participação na peça é humilde, mas crítica. Daí, sem dúvida, o tom desta narrativa na qual Jorge Moreno usa o poder da escrita para enxergar o mundo de outros ângulos, num exercício gratificante e bem humorado de tornar leve o que foi sem dúvida pesado; de transformar as supostas determinações da história, com sua lógica implacável, num jogo que, antes de mais nada, passa pelo trivial, pelo doméstico e pelo dia-a-dia que, afinal de contas, engloba todas as vidas.
Nesse sentido, A história de Mora religa o grande cenário dos palácios e dos cargos do poder, bem como os grandes duelos e decisões com a vida que levamos e, por meio dos casos contados com o estilo despojado, irônico e atilado do Moreno, humanizam os poderosos e dão poder aos humanos. As pessoas comuns, por meio deste livro, veem como a intimidade dos poderosos é também feita de um festival de lugares comuns. Eis uma contribuição poderosa para a compreensão de nós mesmos por meio dos olhos lavados de Mora. Essa Mora que mora no Moreno e em todos nós.”
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