Desde sua fundação, em março de
1889, a história da Fábrica de Tecidos Bangu esteve sempre ligada ao
crescimento da comunidade de Bangu, que conta hoje com quase dois milhões de
habitantes. A fábrica foi responsável pelas primeiras reformas no bairro, com
programas de urbanização e moradia barata para os operários, além de
infra-estrutura de saneamento, saúde, lazer e educação.
O projeto de construção de uma
tecelaria foi idealizado por imigrantes portugueses, que compraram três
fazendas - Bangu, Retiro e Guandu do Sena -, com uma área total de 44 mil
metros quadrados e distantes 40 quilômetros do Centro do Rio. Ainda na época do
Império, foram contratados técnicos de Manchester, principal centro têxtil da
Inglaterra, que trouxeram ao Brasil um modelo de fábrica pré-moldada.
A Companhia Progresso Industrial do
Brasil, que constitui a razão social da Fábrica Bangu, se tornou conhecida
através do antigo presidente Guilherme da Silveira Filho, o Dr. Silveirinha,
que introduziu o sistema de tecelagem integrada. Por seu intermédio, foram
doados terrenos para construção de hospitais, escolas e até uma agência da
Caixa Econômica Federal.
Nas décadas de 40 e 50, a Fábrica
Bangu foi um marco na vida social carioca, com desfiles de moda no Goldem Room
e os concursos para escolha da Miss Elegante Bangu, título conquistado por
jovens da alta sociedade, como Teresa de Souza Campos, Glorinha Sued e Lurdes
Catão. O prestígio da grife Bangu era tão grande que atrizes famosas - como
Ginger Rogers e Brigitte Bardot, entre outras - chegaram a posar como modelos
de seus lançamentos. Na época, a fábrica também recebeu a visita de
personalidades ilustres, como os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino
Kubitschek.
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