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08/11/12
por Fred
Soares |
Futebol e
carnaval são duas paixões populares que caminham lado a lado, ainda mais no Rio
de Janeiro. Grande parte dos que leem agora este post conhece o Bangu Atlético
Club. Equipe campeã carioca de 1966 (foto
à esquerda), que, ao longo de seus 108 anos, teve em suas fileiras
grandes jogadores como Zizinho, Zózimo, Aladim, Paulo Borges, Marinho e Mauro
Galvão.
E qual
seria o elo entre o Bangu e o carnaval? Os mais atentos responderão: o falecido
“corretor zoológico” Castor de Andrade, presidente de honra do clube e da
escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. A resposta está
absolutamente certa. Mas há uma outra.
O Bangu AC
tem relações com uma pequena escola de samba, também da Zona Oeste do Rio,
fundada em 1937: a Unidos de Bangu. Assim como o clube de futebol, a entidade
carnavalesca nasceu do esforço de um grupo de operários da Fábrica de Tecidos
Bangu, uma das principais do Brasil, que funcionou de 1889 a 2005 (na foto, o antigo campo da Rua Ferrer com a
fábrica ao fundo). A agremiação chegou mesmo a participar do primeiro
grupo (o equivalente atualmente ao Grupo Especial das escolas de samba do Rio)
do carnaval carioca, nos anos de 1958, 1960 e 1963.
Três anos
mais tarde, a Unidos de Bangu, que até então possuía as cores azul e branco, adotou
o vermelho e o branco em homenagem ao clube que se sagrava campeão carioca de
futebol, depois de uma vitória sobre o Flamengo.
A escola
desfilou até 1997 antes de ser extinta, no ano seguinte.
Agora, 15
anos depois, esta agremiação que carrega em seu DNA um parentesco com o Bangu
AC – e só perde em antiguidade para três gigantes do samba carioca: Portela,
Mangueira e Unidos da Tijuca - está de volta graças à abnegação de um grupo de
jovens. Na última quarta-feira, a escola de samba (cuja nova bandeira é está logo acima) recuperou o seu registro e
terá direito de desfilar novamente em 2013.
A cultura
popular e o Bangu AC, homenageado pela escolha das cores, agradecem.


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